sábado, 6 de setembro de 2014

Antônio de Almeida Pinho - Para nosso maior mecenas, um estádio inteiro em honra e Glória !


Antônio de Almeida Pinho
Amigos,
O gigantismo do Vasco, o colosso que ele é hoje, se deve principalmente ao fato de que homens acreditaram e se empenharam no seu engrandecimento quando ele, nosso Club, ainda era pequeno, ainda dava os primeiros passos rumo à eternidade e assim, levaria com ele os mesmos que o impulsionariam.
Como símbolo maior desse “acreditar” destacamos o nosso estádio, nosso monumento de amor e de concreto que é o nosso estádio Vasco da Gama, conhecido popularmente como São Januário, e sendo assim, como contribuinte maior e individual desse esforço destacamos o maior dos nossos mecenas, o grande responsável pelo que chamamos hoje de caldeirão existir: Antônio de Almeida Pinho!
Nascido no dia 04-02 na cidade portuguesa de Macieira de Cambra, se destacou imensamente no Brasil como comerciante de minérios, mais especificamente o ferro, tendo sido proprietário de grandes jazidas no estado de Minas Gerais, além de ter feito parte da diretoria da “Câmara Portugueza de Commércio e Indústria”, além de grande filantropo tendo atuação destacada em benefícios destinados a Beneficência Portuguesa além de contribuições para sua própria cidade, Macieira, o que levou o governo de Portugal a lhe conceder a ordem de Christo na categoria de Comendador, sendo que após seu falecimento, recebeu o diploma de Grande oficial da Ordem da Benemerência, também do governo português.
Foi sob a sua direção como presidente, em 1921, que o Vasco obteve seu primeiro título no futebol, o campeonato que correspondia à terceira divisão estadual e que abriria as portas para a conquista da série B em 1922 e para o glorioso campeonato de 1923, além de ter sido um dos fundadores da Escola de instrução militar de número 307 que contribuiu imensamente com o esforço de guerra do Brasil durante as batalhas em solo europeu, durante o segundo grande conflito mundial.
Mas foi na chamada “campanha dos 10.000”, a grande empreitada necessária para a construção de nosso estádio, que a figura desse grande vascaíno se destacou imensamente, e colocou seu nome para sempre na nossa história: Aliado às milhares de contribuições anônimas de vascaínos desejosos de que o Club tivesse a sua praça de esportes, empenhou seu imenso patrimônio em dois vultuosos empréstimos, patrimônio esse que serviu de garantia para que o Vasco obtivesse essas duas somas, necessárias para primeiramente adquirir o terreno na chamada Chacrinha de São Januário e para logo após a compra do local, levantar propriamente dito o nosso estádio, sendo feito então dessa forma.
Como avalista e pondo seu patrimônio como garantia, Antônio foi responsável por cerca de 60% do total do volume final necessário para que o nosso estádio ganhasse vida, isso mesmo, Almeida Pinho empenhou o trabalho de uma vida inteira em pró de outro que durasse muito mais e que fosse irradiado para milhões de apaixonados anos seguintes.

A figura do primeiro grande benemérito da nossa história e presidente honorário Almeida Pinho nos deixou em 30-01-1942, e sua importância para nosso Club pode-se resumir ao fato de que as alças do seu esquife foram seguradas pelo atual presidente do Vasco na época (Cyro Aranha) e todos os ex presidentes que conviveram com ele, vindo a família numa espécie de segunda turma e os diretores do Vasco em uma terceira.

Hoje, na entrada do colosso que, com o empenho do seu patrimônio pessoal e do seu esforço ajudou a construir, se encontra seu busto, como se guardasse, ao lado de Raul Campos, a obra que ajudaram a erguer, e mais do que um busto, é o próprio estádio de São Januário que homenageia um dos seus principais responsáveis, em concreto, aço, e na nossa memória para todo o sempre.

Rafael De Nadai Bacchi

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